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Entrevista com Luiz Carlos Bergenthal

Entrevista com Luiz Carlos Bergenthal, editor e idealizador do jornal Folha da Classe

 
 
Residente em São Gabriel/RS, tivemos a honra de entrevistá-lo em visita a cidade de Marabá, Estado do Pará. 
 
Com vista para a orla do rio Tocantins, conversamos sobre o trabalho do jornal e assuntos relacionados a segurança pública e educação.

 
 
1. A primeira visita a cidade de Marabá? O que achou de interessante na cidade?



Luiz – Não. Já é a quarta visita a cidade de Marabá. Gostei da cidade. É muito plena. Indústria não tem muito, mas as pessoas vivem estudando. Achei interessante porque as pessoas procuram estudar, fazer faculdade. O governo nesta parte está vendo muito o norte do Brasil, coisa que antigamente a gente não ouvia falar. Se ouvia falar muito no Rio-São Paulo, hoje não, vê Manaus, vê Pará, e está  se abrindo bastante concursos para o norte.



2. Como surgiu a ideia de criar o jornal Folha da Classe?


Luiz – Eu sou oficial da Polícia Militar lá. Então eu fui para a reserva e comecei a me dedicar a esse trabalho e uma associação de servidores da segurança pública começou a me apoiar. Depois houve troca de diretoria, muitos não acreditam muito na imprensa ou ainda não tem essa visão de mídia. A mídia não vem para prejudicar o policial e sim para ajudar. A polícia militar do Rio Grande do Sul é chamada de Brigada Militar. Uma das poucas polícias militares que não se usa PM. Ela tem uma força que foi revolucionária, ela defendeu o Estado das mãos do Uruguai, da Argentina, então ela ficou reconhecida como uma força guerreira. Não se chama PM e sim brigadiano. 





3. De que assunto trata o jornal?

Luiz – Segurança Pública.



4. Aproveitando a oportunidade, como alguém que desempenhou e desempenha serviços na área de segurança pública, o senhor tem opinião formada sobre o debate da redução da maioridade penal?




Luiz – Eu acho que hoje se um jovem de dezesseis anos tem discernimento para escolher o presidente da república, o prefeito, ele tem a responsabilidade de saber o que é certo e o que é errado. Ele tem que ser penalizado. Hoje eu sou maior de idade, por exemplo, eu cuido da tua família, compro as bocas e depois tu assume tudo.  Pra você não dá nada. Eu cuido do teu pai, da tua mãe, do teu irmão e te dou ‘tanto’ por mês. Usa o menor para praticar crimes.




5. A cidade de Marabá é apontada como uma das cidades mais violentas do Estado. O senhor enxerga alguma solução a curto e médio prazo para sanar esse problema que afeta a sociedade como um todo?


Luiz – O governo deveria dobrar o número de escolas ou triplicar e gerar empregos. Hoje, qual o funcionário público federal, estadual e municipal que ganha menos? O professor. O Governo Federal, o presidente da república, como que ele é aculturado? Pelos professores. Tem que ser valorizados e nós temos que levantar a bandeira, nós que somos blogueiros, jornalistas, e dizer que se o professor não for valorizado, como é que vai se acreditar num presidente da república, como é que se vai acreditar num político? Ele é aculturado por um professor que ganha R$ 800,00? 
 


6. Soube que o senhor tem livro publicado. Qual o nome do livro, do que se trata, como e onde pode ser encontrado?


Luiz – Eu lancei um livro em 2012, voltado exatamente para segurança pública. “A Brigada Militar em São Gabriel”. Eu escrevi aquilo que eu vivenciei. Na academia de escritores, no lançamento do meu livro, os escritores da Academia de Porto Alegre disseram: “Esse tipo de escritor é raro, porque você escreveu um livro de tudo que vivenciou em trinta anos de serviço”. Não peguei bibliografia de ninguém. Citei tudo o que vivenciei. Experiências do dia a dia. O livro é impresso. Tem versão PDF no blog. 
 



7. Há quanto tempo o senhor participa da comunidade “Blogueiros do Brasil”?


Luiz – Dois anos. 




8. Qual seu hobby? 

Luiz – Eu sou radioamador. Uns vinte e seis anos de radioamador. Dois filhos radioamadores e uma nora. Tudo existe em função do radioamador, até o micro-ondas, a invenção foi a partir do radioamador.



9. Alguma pessoa que o senhor admira?

Luiz – Admiro muito a minha esposa (risos). Eu amo ela. Eu admiro, apesar de nunca ter me encontrado com Ele, Deus. Mas eu pretendo me encontrar com Ele daqui uns duzentos anos ainda (risos). Hoje dizer que admira um ser humano, um homem… a gente tem que desconfiar até da sombra. Eu dei muitos elogios na minha vida, mas é arriscado. Dou um elogio para um cara hoje por serviços prestados, por isso ou por aquilo, daí uns vinte dias ele me faz uma bobagem, aí tem que aplicar uma punição. Admirar é uma palavra forte. 
 
 
10. Que recado o senhor gostaria de deixar ao final dessa entrevista?
 
Luiz – quero agradecer a gentileza que vocês tiveram comigo, o reconhecimento pelo blog e pela nossa central Blogueiros do Brasil. O trabalho daquele rapaz (Erlon Andrade) é fantástico, se predispõe de tempo, é atencioso. Agradecimento ao seu blog, a você e a ele também pelo reconhecimento.
 
 
Foto: Pablo Costa

 

Foto: Pablo Costa

 

 

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