Opinião, Política

João Salame, os professores, política e etc.

Fica cada dia mais tenso a “queda de braço” entre a Prefeitura Municipal de Marabá e os professores da rede municipal de educação.

Desde que o prefeito declarou em dezembro passado que irá mexer no plano de carreira dos educadores, a mobilização da classe foi imediata e tem sido avassaladora. Inclusive em uma das ocupações desta semana, um agente da guarda municipal teria atingido um professor com spray de pimenta, o que gerou revolta e obrigou a Guarda Municipal de Marabá emitir ofício repudiando a atitude do servidor (Veja documento abaixo).

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É minha gente, o clima tá tenso! Mas afinal, quem está certo? Quem está errado? Isso é difícil de determinar, mas uma coisa todos já sabem: Sempre os usuários dos serviços públicos pagam por isso.

Obviamente não estou aqui tirando a legitimidade do direito dos nossos professores em reivindicar. Longe de mim! Essa classe que é tão desvalorizada no nosso país deve sempre ter vez e voz na sociedade.

Ok, não sou nenhum “expert” ou cientista político, nem mesmo ainda concluí meu superior, mas como alguém que preza pelo livre pensamento e opinião quero deixar algumas opiniões, humildes opiniões…

João Salame

Não sou fã dele e não tenho nada contra. A história dele é uma história de um batalhador e até onde sei, não há passado desonroso que o condene. Em questões de política não é tão experiente como os prefeitos anteriores, mas de certa forma caiu nas graças do povo, tanto que foi eleito de forma até expressiva.

Eu não votei nele! O problema da maioria das pessoas que votaram nele foi esperar um “salvador da pátria”! Minha gente, aprenda uma coisa: Não existe “salvador da pátria”. A pessoa pode ser a mais excelente, a mais séria, a mais dedicada e ter as melhores qualidades do mundo… No entanto, o cenário político é um lugar onde quase sempre não se faz o que quer. Ele pode até ter tido boas intenções, mas elas não são suficientes para execução do que ele queira.

O erro do nosso prefeito foi ter prometido coisas que ele não pode fazer.

João Salame em entrevista à imprensa disse que na verdade o ingresso com ação na justiça foi devido a possíveis irregularidades, onde professores estão recebendo de maneira indevida e até inconstitucionalmente. Em entrevista no último dia 19/02/2016 a Rádio Itacaiúnas Salame declarou:

“Desde o início do governo, criamos uma mesa de negociação e nos reunimos inúmeras vezes com o Sintepp. O problema é que eles não querem admitir a realidade. Nós não queremos mexer em direito adquirido, mas houve fraude, ilegalidade, manipulação de decisões judiciais. É o próprio tribunal de justiça do estado quem diz que a progressão vertical só pode ser feita mediante concurso público… Nós temos 700 professores na rede municipal ganhando sem dedicação exclusiva, a maioria sem mestrado, entre R$5 mil e R$11 mil por mês. Nada contra, seria maravilhoso se a gente pudesse pagar, mas não temos receita para isso”

Professores

A classe que tem sido maltratada desde sempre. Buscam constantemente seus direitos. Aliás, parece que tem que ficar lembrando os políticos de que eles têm direito a uma vida digna, respeito e bons salários. Quase sempre conseguem muito menos do que esperam.

São obrigados a lidar com a realidade do dia a dia e a desvalorização da classe, além de verem seus direitos violados.

O que esperar?

Na verdade a pergunta certa é “quem esperar?” pois segundo o prefeito o impasse só será decidido com a manifestação da justiça a respeito da situação. Até lá, parece pouco provável que os professores abandonem as reivindicações.

Acho justo e coerente esperar. Na verdade o justo seria nossos professores terem um pouco mais de dignidade e respeito. Apesar de ser a favor dos professores, não posso negar que o pronunciamento de João Salame tem me deixado com uma “pulga atrás da orelha”.

Vamos ver que fim vai levar tal situação.

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