Opinião, Reflexão

Sobre a “dívida histórica”

brancanegro-600x338Muito se fala e existe uma polêmica que envolve uma “dívida histórica” entre negros e brancos.

No mundo inteiro é possível ver a luta, a discriminação e o desprezo em relação a cor, e diga-se de passagem, não somente de brancos para com negros, como ao contrário também. Pessoas de mentes tacanhas que acreditam que a cor da pele determina o caráter ou é sinônimo para algum tipo de diferencial.

É fato que os brancos, a maioria, não todos, estão em patamar superior em relação aos negros em questões econômicas. É fato que os negros na sua maioria, pelo menos no Brasil, são os mais pobres e marginalizados. Apesar dos fatos, gostaria de fazer algumas perguntas: É culpa do meu “irmão branco” se eu sou pobre? É culpa do meu “irmão branco” se eu não estou em um patamar social privilegiado? Como ele é culpado pela “dívida” se é meu contemporâneo? Posso culpá-lo pelo que nossos antepassados fizeram?

Acredito nas oportunidades e meritocracia. Quando um negro tem a oportunidade de mostrar do que é capaz, não diferencia em nada de alguém de pele clara. Temos alguns negros que são exemplos de sucesso com histórias de superação. Homens e mulheres que se preocuparam menos com a “dívida histórica” e apesar de sofrerem preconceito, conquistaram seu lugar. Quando o negro tem oportunidade, quando ele busca a oportunidade, pode sim conquistar pelo mérito.

Eu sou contra as cotas raciais. Antes que alguém encha as mãos de pedras, a minha sugestão é que ao invés de se criar cotas, crie oportunidades para que o negro e o pobre concorram de igual para igual. Ao invés de separar vagas para negros, que na minha opinião significa mostrar que eles são incapazes, invista na educação, nas escolas públicas para que o negro e o pobre possam disputar as vagas de universidade de igual para igual.

Não sou estudante da área, tampouco expert nesses assuntos, porém, acredito que ao invés de nos preocuparmos com a “dívida” devemos sim dar passos importantes, concretos e consistentes mostrando que a cor da nossa pele, nossa condição social ou baixo poder aquisitivo não nos tira os méritos de disputar de igual para igual e mostrar o nosso valor.

Ninguém me deve nada. Se estiver aí pra buscar, depende de mim e somente.

No vídeo abaixo é possível ver no que dá o extremismo em busca da recuperação da “dívida histórica”.

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