Como Iniciar os Estudos para Concurso de TI do Absoluto Zero
Recentemente, conversando com uma de minhas mentoradas, me deparei com uma situação muito comum: ela quer migrar para a área de Tecnologia da Informação e ser aprovada em um concurso público, mas está começando do absoluto zero. Ela não trabalha na área, não conhece os fundamentos e não possui formação acadêmica em TI.
Se esse também é o seu caso, saiba que é perfeitamente possível realizar essa transição e conquistar a sua vaga. Para ajudar nessa jornada, estruturei um passo a passo essencial para quem deseja iniciar os estudos para concursos de TI.
1. Faça uma Graduação em TI (Sim, é necessário!)
Muitas pessoas questionam se a faculdade é realmente indispensável. A verdade é que, embora você possa aprender muita coisa de forma autônoma, a grande maioria dos editais de TI exige nível superior. Além de cumprir o requisito do cargo, a graduação vai forçar você a mergulhar nos fundamentos e conceitos tecnológicos essenciais para as provas.
Se você já possui graduação em outra área, uma pós-graduação em TI pode ser aceita em alguns órgãos (como em determinados Tribunais), mas fique atento: não são todos que aceitam essa equivalência.
Dúvidas comuns sobre a formação:
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Tecnólogo vale? Sim! Até o momento, um curso de tecnólogo (que dura de 2 a 3 anos) tem o mesmo valor de um bacharelado para fins de posse em concursos públicos.
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Pode ser EAD? Com certeza. Não há distinção. No entanto, o EAD exige muita disciplina e foco. Você precisa gerenciar seu próprio tempo e levar os estudos a sério. Não empurre com a barriga; seu empenho na faculdade facilitará enormemente a sua vida de concurseiro.
2. Invista em um Cursinho Preparatório
A faculdade te dará a base, mas o concurso público cobra múltiplos conhecimentos de forma muito específica. Dificilmente uma graduação cobrirá exatamente o que cai na prova, especialmente disciplinas como Português, Matemática, Legislação e conhecimentos específicos de outras subáreas (Redes, Banco de Dados, Segurança da Informação, etc.).
Por isso, assinar um cursinho focado em concursos é vital. Ele fornecerá videoaulas, PDFs e o direcionamento exato do que as bancas costumam cobrar.
3. Resolva Questões Desde o Primeiro Dia
Se eu pudesse dar apenas uma dica, seria esta: assine uma plataforma de questões de concursos. Sites como QConcursos e TEC Concursos possuem milhares de questões comentadas.
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Aprenda a regra do jogo: Para ser aprovado, você precisa acertar o maior número de questões possível. Estudar por questões te familiariza com o estilo da banca desde o início.
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Alternativa Gratuita: Se o orçamento estiver apertado, o site PCI Concursos é uma excelente ferramenta gratuita onde você pode baixar provas e gabaritos anteriores para praticar.
4. Aprofunde-se com Livros e Cursos Livres
Cursinhos preparatórios são ótimos, mas às vezes cobrem o conteúdo de forma mais superficial. Para provas de alto nível, você precisará de conhecimentos mais aprofundados (por exemplo, na escrita de códigos de banco de dados).
Como complemento a médio e longo prazo, utilize a bibliografia recomendada pelos editais e busque cursos livres (inclusive os gratuitos no YouTube) para entender a aplicação prática de determinados conceitos. O livro Ultra-Aprendizado destaca exatamente isso: para aprender algo complexo, você precisa mergulhar de cabeça e forçar o seu cérebro a interagir com a prática.
5. Escolha uma “Área Alvo”, Mas Faça Várias Provas
O universo dos concursos é vasto (Tribunais, Área Bancária, Área Legislativa). Ter um “edital alvo” facilita a sua vida, pois você afunila o escopo de estudo. Porém, uma ressalva importante: não deixe de fazer outras provas.
Mesmo que você esteja apenas começando e sinta que vai “apanhar” da prova, vá lá e faça. Essa experiência de campo é insubstituível. Quando comecei, reprovei em diversas provas até entender a dinâmica. Hoje, com aprovações para analista e técnico no currículo e atuando na Caixa Econômica Federal, vejo que cada reprovação inicial foi um degrau necessário para a aprovação.
6. Não Negligencie a Prova Discursiva
Por fim, já comece a praticar a escrita. As provas discursivas (redações dissertativas-argumentativas ou estudos de caso) são eliminatórias e classificatórias.
Uma boa nota na discursiva pode te jogar dezenas de posições para cima. Por exemplo, em uma das minhas aprovações para Analista de Sistemas (com salário superior a 8 mil reais), a nota da discursiva foi determinante para garantir a minha vaga. Se você tem dificuldade, pesquise sobre o tema, use os materiais do seu cursinho ou contrate um professor específico de redação.

